Lira pode assumir papel de articulador no governo Lula para aproximar as pautas do Planalto com o Centrão.
À medida que fevereiro se aproxima, as expectativas com a possível reforma ministerial no governo Lula aumentam e não param de surgir especulações sobre o futuro de Arthur Lira (PP-AL), que encerra um ciclo à frente da presidência da Câmara, desde que foi eleito para o mandato em 2021-2022 e reeleito para o mandato 2023-2024. Apesar de ainda não haver nada concreto ou sequer uma consulta oficial por parte do governo, o nome de Lira começa a ganhar força nos bastidores em Brasília como possível peça-chave do primeiro escalão do governo.
Nos últimos dias, surgiu a especulação de que Lira pudesse assumir nada menos que a Casa Civil. Mas petistas do alto escalão acreditam que essa seria uma mudança muito radical e improvável, uma vez que se trata de um cargo estratégico do governo, que centraliza articulações e o andamento de políticas públicas da gestão.
Do outro lado, nomeá-lo seria um aceno direto ao Centrão, bloco que tem se mostrado essencial para a governabilidade, mas que também representa um risco de desgaste político junto à base mais ideológica do PT.
Como de costume, Lula (PT) não deve se antecipar e mantém-se reservado, causando dúvidas até mesmo entre seus interlocutores mais próximos. No entanto, a demora em definir mudanças no alto escalão abre espaço para uma enxurrada de especulações e o meio político age como um verdadeiro laboratório de hipóteses, testando nomes e possibilidades.
Embora o presidente tenha deixado claro que as conversas formais só devem começar após a posse dos novos presidentes da Câmara e do Senado, que muito provavelmente serão eleitos o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), sucessor natural de Lira e o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), salvo não aconteça nenhum imprevisto até a eleição. A verdade é que as decisões do presidente Lula só devem ser anunciadas após o Carnaval ou meados de março. Até lá, empresários, políticos e estrategistas deverão continuar apenas especulando sobre o futuro de Lira, que agora poderá ser o todo-poderoso da Casa Civil.
PERNAMBUCO
— Em uma chapa de consenso, o PP indicou o jovem deputado federal Lula da Fonte para a 2ª vice-presidência da Câmara. Se eleito, assumirá a mesma cadeira que já foi ocupada pelo seu pai, avô e bisavô.
XADREZ POLÍTICO
— Na direção contrária da governadora, que não contemplou aliados na Alepe, o prefeito João Campos (PSB) está com a cabeça em 2026 e faz gestos importantes ao nomear suplentes de vereador e ex-prefeita no governo.
CONVERGÊNCIA
— A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), pode passar a integrar a chapa do prefeito de Aliança, Pedro Freitas (PP), na disputa pela presidência da AMUPE que acontecerá no dia 27 de fevereiro.
NOVA ELEIÇÃO
— Com a eleição em Goiana impugnada, o PP e o PT bateram o martelo nos nomes de Marcílio Régio (PP) e Lícia Maciel (PT), apoiados pelo ex-prefeito Eduardo Honório para a nova eleição que será marcada.
MOVIMENTO
— Pablo Marçal elogia o deputado Nikolas Ferreira, e o chama de “nosso presidente em 2034”, após vídeo viral sobre o monitoramento do PIX. O gesto acendeu um alerta entre aliados bolsonaristas.


