Coluna FocoPolítico desta terça-feira

Na disputa presidencial, João Doria esfria e campanha pode não decolar

A campanha do governador de São Paulo, João Dória rumo ao Palácio do Planalto começou esfriar e não deve empolgar até às eleições de 2022. No meio do ano passado, Doria era apontado como a terceira via para o pleito deste ano, mas assim como ocorreu com o presidenciável Ciro Gomes, o movimento enfraqueceu após o Podemos filiar o ex-Ministro da Justiça, Sérgio Moro e lançá-lo como pré-candidato a Presidente da República.

Moro vem crescendo em todas as pesquisas e conquistando votos de eleitores de centro-direita, que não desejam votar em candidatos de esquerda e também não querem votar no atual chefe do poder executivo, Jair Bolsonaro.

A verdade é que Sérgio Moro atinge diretamente João Doria, tirando votos de apoiadores que poderiam votar no tucano, mas já estão vendo o ex-ministro como a terceira via e devem votar naquele que tiver maior chance, fora da polarização entre Lula e Bolsonaro.

Com o desgaste natural após travar uma guerra com o atual Presidente da República, o candidato do PSDB ainda teve que enfrentar uma briga interna no partido com o Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e agora assiste de camarote o seu projeto rumo à presidência afundar perante as pesquisas.

Existe a possibilidade de Moro desistir da disputa pelo planalto para disputar um mandato de Senador, o que deixaria o jogo aberto novamente para uma terceira via.

Caso isso não ocorra, João Doria precisa encontrar uma alternativa para reverter o jogo e atrair o foco novamente para o seu projeto, ou pode correr sérios riscos de repetir o que aconteceu em 2018, quando na época, Geraldo Alckmin era o candidato do PSDB e amargou uma grande derrota com apenas 4% dos votos.

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