Sem unidade, oposição deve se fragmentar em três candidaturas para disputar o Governo
Ao contrário da frente popular que trabalha para garantir a união entre os partidos que compõem a base aliada, a oposição não consegue se entender, e as pré-candidaturas de Raquel Lyra (PSDB), Miguel Coelho (UB) e Anderson Ferreira (PL) devem seguir rumos diferentes.
Existe a teoria de que múltiplas candidaturas poderia forçar um segundo turno entre a oposição e o candidato apoiado pelo atual governo, que possui uma estrutura desproporcional com o governador colocando a máquina ao seu favor.
O problema é que na teoria a ideia é ótima, mas na prática essa disputa para chegar ao segundo turno pode se transformar em uma verdadeira guerra, com troca de ataques entre si, beneficiando o candidato na frente popular. Assim como ocorreu na disputa pelo comando da capital pernambucana, o grupo pode chegar ao segundo turno completamente rachado.
Como não existe consenso nem diálogo na oposição, a expectativa é que cada um dos três candidatos sigam em voo solo, visando chegar ao Palácio Campo das Princesas. Uma decisão arriscada, que pode acabar entregando de bandeja o governo nas mãos de Danilo Cabral (PSB), que lidera o palanque da frente popular.
A única coisa em comum é que nenhum deles dão sinais que pretendem recuar da disputa, e estão dispostos a partir para o tudo ou nada nas eleições deste ano.


