O desafio de João Campos para garantir a unidade no Recife e evitar candidatura própria do PT

Coluna FocoPolítico desta terça-feira

Com as eleições do próximo ano no radar, o prefeito do Recife, João Campos (PSB) precisa arrumar a casa e acomodar aliados para viabilizar sua reeleição. Quem circula próximo ao gestor garante que ele fará uma reedição da “Frente Popular do Recife” com o maior bloco de partidos do estado.

Apesar da alto estima dos aliados, Campos terá um grande desafio pela frente para garantir a permanência de partidos na base de apoio e deve priorizar aqueles que possuem o maiores tempos de televisão e rádio. Até agora, o prefeito parece só ter acertado os ponteiros com o Republicanos, PSD e União Brasil, uma vez que as siglas ocupam cargos de relevância no governo municipal.

Na oposição, um verdadeiro rolo compressor com PSDB, PL, Solidariedade, Cidadania, Rede, Avante e PTB podem lançar dois ou três nomes para enfrentar o atual prefeito e tentar tirá-lo do comando da capital. Os tucanos ainda devem contar com o apoio irrestrito da governadora Raquel Lyra (PSDB) e da máquina estadual moendo em favor da oposição.

Com sinais de uma reeleição duríssima e os riscos de uma possível “zebra”, fica cada vez mais evidente a preocupação com a reeleição. É muito provável que João Campos se antecipe e inicie uma ofensiva para garantir que o PT, PP, PDT e MDB permaneçam no palanque de 2024.

Apesar do senador Humberto Costa (PT) acreditar na manutenção da aliança entre PT e PSB para o próximo pleito, o histórico dos últimos 11 anos revelam uma disputa acirrada entre as duas legendas pelo comando da prefeitura. Em 2012, 2016 e 2020 petistas e socialistas ficaram em lados opostos e acabaram se enfrentando em disputas no Recife.

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