Cartão corporativo ilimitado acende alerta para farra com dinheiro público

Coluna FocoPolítico desta sexta-feira

Chamou atenção o montante de R$ 27,6 milhões gastos com cartão corporativo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante os quatro anos do seu governo. O valor milionário pago com o cartão corporativo entre 2019 e 2022 acabou se tornando público por meio da Lei de Acesso à Informação.

Sem nenhum tipo de controle ou limite para as despesas, o cartão corporativo presidencial é usado para pagar conta de hotéis, restaurantes, padarias, sorvetes e viagens em dias úteis ou feriados. A gastança acabou acendendo um alerta para os riscos de um meio de pagamento ilimitado acabar bancando uma verdadeira farra com dinheiro público.

Não é um privilégio de Bolsonaro, já que acontece a bastante tempo, inclusive em governos anteriores. Apesar de impactar pelo montante financeiro exorbitante, esses valores foram divulgados apenas como vem em uma fatura de cartão de crédito, e antes de sair apontando o dedo, é preciso colocar os gastos dentro de um contexto, com suas devidas justificativas e somente depois poderiam ser contestados.

Qualquer valor milionário em um cartão corporativo é no mínimo muito suspeito, e precisa ser minuciosamente fiscalizado. Se for comprovado os abusos e excessos no uso do cartão, o ex-presidente precisa ser responsabilizado pelos seus atos.

Se comparado com a iniciativa privada, todo “empregado” que possui um cartão corporativo tem um limite de gastos, mas na presidência da república não se faz conta de despesas. Lá existe o famoso “cheque em branco”, que nos dias atuais se tornou um cartão ilimitado.

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