Coluna FocoPolítico desta quinta-feira
O ex-ministro e pré-candidato a prefeito do Recife, Gilson Machado Neto (PL), deu início à sua pré-campanha com uma incursão estratégica pelo bairro de Casa Amarela, conhecido por ser uma das bases eleitorais tradicionais da esquerda na capital pernambucana.
Para enfrentar o atual prefeito João Campos (PSB), Gilson deverá adotar uma postura de oposição firme à gestão do PSB/PT e concentrar esforços no eleitorado mais conservador e de direita, uma vez que conta com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com quem mantém uma sólida amizade.
Apesar do favoritismo de Campos para a reeleição, é importante não subestimar os mais de 390 mil votos que Bolsonaro recebeu no Recife. A possível participação do ex-presidente durante a campanha tem o potencial de ampliar significativamente a base de apoio de Gilson Machado na capital pernambucana. A polarização entre Lula e Bolsonaro inevitavelmente moldará o cenário político, e a presença de múltiplos candidatos pode nivelar o jogo, reduzindo as vantagens na disputa pela prefeitura do Recife.
Apesar do PL em Pernambuco fazer parte da base da governadora Raquel Lyra, o partido não irá apoiar a candidatura de Gilson, que dependerá exclusivamente do eleitorado conservador para obter sucesso em sua empreitada política.
CONFUSÃO EM CAMARAGIBE — O pré-candidato Jorge Alexandre, foi muito infeliz ao utilizar palavras grosseiras para criticar a prefeita Nadegi Queiroz. A gestora emitiu nota de repúdio e classificou o ato como machismo.
RACHA — Os movimentos do presidente estadual do PDT, Wolney Queiroz, tem irritado a governadora Raquel Lyra, que deve cobrar uma posição firme do presidente nacional Carlos Lupi sobre a aliança com o governo.
MUDANÇA — O secretário Daniel Coelho, deverá se desincompatibilizar e deixar a Secretaria de Turismo do Estado para disputar a prefeitura do Recife. Sua saída deverá abrir espaço no primeiro escalão para aliados.
FOGO CRUZADO — Com a indefinição no comando do União Brasil, prefeitos de todo o país podem deixar a sigla e evitar ficar no meio de um fogo cruzado entre Bivar e Rueda, sem saber se terão legenda para as eleições .
REBELIÃO — Com a confusão armada por Luciano Bivar, que não reconhece a eleição de Antônio Rueda para a presidência nacional do União Brasil, deputados formam Comissão de Ética para tentar expulsar Bivar da legenda.
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