Coluna FocoPolítico desta terça-feira

Sem acordo entre PT e PSB, partidos podem virar adversários e protagonizar disputas

As negociações para um entendimento entre o PSB e PT estavam bastante avançadas, mas o impasse na disputa pelo Governo de São Paulo entre Fernando Haddad (PT) e Márcio França (PSB) vem enfraquecendo a possibilidade de uma aliança entre os partidos, tendo em vista que nenhuma das legendas aceitaram abrir mão da cabeça de chapa rumo ao Palácio dos Bandeirantes.

Os líderes socialistas afirmam que para uma possível união em prol da campanha de Lula à presidência, o PT precisa abrir mão de disputas em estados como São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, mas encontram resistência por parte da ala Petista.

O ex-governador Geraldo Alckmim que recentemente se desfiliou do PSDB após 33 anos na legenda tucana, deve bater o martelo e se filiar ao PSB, podendo inclusive ser o indicado da legenda para compor a vaga de vice-presidente na chapa de Lula, caso a aliança entre PT e PSB venha se confirmar.

O Partido dos Trabalhadores contava inclusive com uma federação entre PSB, PT e PCdoB, mas a ideia deve esfriar e acabar mudando o destino dos partidos, que ao invés de aliados, podem se tornar adversários e protagonizar mais uma vez grandes disputas estaduais, fazendo com que os socialistas não estejam no palanque de Lula.

A verdade é que para o PT garantir essa aliança com socialistas precisa sacrificar as candidaturas próprias nesses estados, e talvez não estejam dispostos a pagar essa conta.

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