Olinda divulga balanço do maior Carnaval de sua história

Olinda retomou a festa com uma proporção ainda maior, realizando o melhor Carnaval da sua história. Após duas edições suspensas em virtude da pandemia, a estimativa é que cerca de 4 milhões de pessoas circularam pela Marim dos Caetés, gerando um incremento de quase R$ 400 milhões na economia da cidade. Com oito polos descentralizados, valorização dos artistas da terra e a priorização da segurança para os foliões, a cidade viveu uma verdadeira festa dos sonhos.

Foram mais de 300 atrações nos oito polos de animação durante os sete dias de folia. Desse total, 95% foram artistas pernambucanos (80% olindenses). Houve ainda um quantitativo de mais de 1.500 blocos desfilando pelas ruas da cidade, sempre enaltecendo a cultura e as nossas tradições. Ao todo, 350 ordens de orquestras foram dadas para atender as agremiações que circulavam na cidade, beneficiando cerca de 2.400 músicos.

O clima de paz se fez presente, sem o registro de homicídios ou qualquer ocorrência de maior porte. Na delegacia móvel articulada pela Secretaria de Segurança Cidadã, houve apenas nove registros de boletins de ocorrência. Os esquemas especiais de saúde, turismo, serviços públicos, trânsito, controle urbano e assistência social trouxeram resultados positivos, garantindo tranquilidade e bem estar para a população.

Uma pesquisa de satisfação realizada com uma amostragem de 1.200 foliões mostra que houve uma aprovação de 92% e, destes, 98% afirmaram que voltariam ao Carnaval de Olinda.

A brincadeira teve o ponto de partida oficial na quinta-feira (16), no palco Erasto Vasconcelos, localizado no polo da Praça do Carmo, e se estendeu até a quarta-feira de Cinzas (22). Durante todos os dias, o prefeito Professor Lupércio, junto a um vasto time de profissionais, monitorou cada parte da cidade, mostrando que o trabalho e a maior manifestação cultural podem andar lado a lado. Foram espetáculos de cores, ritmos e muita alegria, feitos pelo povo e que vão deixar saudades. 

“Queria externar minha gratidão a todos que fizeram o Carnaval. Acompanhei nas ruas e pela imprensa. Não ouvi nenhuma reclamação de alguém que estava brincando. Enquanto muitos estavam brincando, quase quatro milhões de pessoas, outros estavam trabalhando nos bastidores para que a festa pudesse acontecer. Não houve um só homicídio em Olinda, fizemos tudo para que as pessoas possam voltar à nossa Marim dos Caetés”, comentou o prefeito de Olinda, Professor Lupércio.

O secretário de Comunicação de Olinda, Severino Júnior, iniciou a apresentação do balanço com os números de segurança, mobilidade, saúde e limpeza. “Tivemos nove boletins de ocorrência registrados na Delegacia Móvel e a gente comemora esse número baixo. Quarenta por cento das pessoas que vieram usaram aplicativo e quase dez por cento utilizaram táxi. Pouquíssimas pessoas optaram por vir com seus carros, o que facilitou o tráfego e os cortejos”.

Por sua vez, a secretária da Fazenda e Administração, Mirella Almeida, lembrou do Crédito Popular para os ambulantes, uma novidade para a cadeia produtiva do Carnaval. “Foi muito importante para eles darem o fôlego inicial para as vendas. Conversamos com muitos ambulantes e eles demonstraram a satisfação”. Outro destaque foi a ausência de registros de violência contra a mulher.

A secretária de Patrimônio, Cultura e Turismo, Gabriela Campelo, enfatizou a força da cultura pernambucana e, mais especificamente, a olindense, que predominou em todos os polos de animação durante o período de Momo. “A nossa cultura brilhou em todos os polos da cidade. Tivemos 95% dos artistas pernambucanos e 80% deles eram de Olinda”, ressaltou.

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