Rogério Andrade, maior bicheiro do Rio, é preso por ordenar morte de rival Fernando Iggnácio

MP aponta Andrade como chefe de organização criminosa e mandante da execução de Iggnácio em 2020

Rogério Andrade, um dos maiores contraventores do Rio de Janeiro, foi preso nesta terça-feira (29) em sua casa, na Barra da Tijuca, em uma ação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) na Operação Último Ato. A acusação central envolve a ordem de execução do rival Fernando Iggnácio, assassinado em 2020. Andrade, herdeiro da rede de Castor de Andrade, disputava o controle do jogo do bicho e caça-níqueis com Iggnácio, seu primo e genro de Castor.

Rivalidade familiar e emboscada no Recreio

Fernando Iggnácio, responsável pelo setor de caça-níqueis no império de Castor de Andrade, foi emboscado e morto em novembro de 2020 ao desembarcar de um helicóptero no Recreio dos Bandeirantes. Com uma longa disputa territorial, Andrade teria avançado sobre os negócios do primo, após a morte de Paulo Roberto de Andrade, o “Paulinho”, e os conflitos de poder entre os clãs resultaram em diversas mortes e acusações de corrupção, extorsão e homicídio.

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Histórico de violência e ações judiciais

Andrade, que já esteve na lista de procurados da Interpol, enfrentava processos em decorrência de operações contra sua rede de jogos de azar. Em março de 2021, foi denunciado pelo MPRJ pelo assassinato de Iggnácio, mas a ação foi suspensa por falta de provas. Com novas investigações, o Gaeco obteve evidências que resultaram na prisão de Andrade, junto com Gilmar Eneas Lisboa, apontado como responsável por monitorar Iggnácio até o momento da execução.

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Expansão criminosa e prisão de aliados

A Operação Último Ato, que deriva de investigações de uma disputa territorial violenta entre Andrade e Iggnácio, destaca a expansão do domínio criminoso de Andrade sobre áreas de jogos de azar, além da associação com outros criminosos e policiais envolvidos no esquema.

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